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Radar Energia
AnáliseBiocombustíveis

Petrobras vende primeiro lote de SAF de soja certificado pelo Corsia

A Petrobras comercializou seu primeiro lote de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido a partir de óleo de soja, um marco global por ser o primeiro SAF de soja a receber a certificação Corsia. A iniciativa posiciona a estatal como um ator estratégico no mercado de baixo carbono e alinha o Brasil às crescentes demandas internacionais por descarbonização do setor aéreo.

22 de junho de 2026 às 08:18Fonte oficial: ExpertxpRedação Radar Energia

A Petrobras finalizou a venda de seu primeiro lote de combustível sustentável de aviação (SAF), derivado de óleo de soja. Este é um marco inédito, pois se trata do primeiro SAF de soja do mundo a receber a certificação Corsia. A iniciativa consolida a atuação da companhia em biocombustíveis e responde à demanda global por soluções de baixo carbono para o transporte aéreo.

A certificação Corsia, sigla para Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation, é um esquema global da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) projetado para compensar e reduzir as emissões de carbono da aviação internacional. Embora em fase voluntária até 2026, o programa se tornará obrigatório a partir de 2027 para a maioria dos países, exigindo que as companhias aéreas compensem suas emissões ou utilizem SAF certificado para cumprir as metas de descarbonização.

A comercialização desse primeiro lote projeta a Petrobras no mercado emergente de SAF, um segmento crucial para a aviação na busca por reduzir sua pegada de carbono. As companhias aéreas são as principais beneficiárias e clientes, pois a disponibilidade de SAF com o selo Corsia é vital para o cumprimento de suas metas ambientais e a conformidade com futuras regulamentações internacionais.

No Brasil, o Projeto de Lei 4.516/2023, conhecido como “Combustível do Futuro”, está em tramitação e visa instituir mandatos de mistura de SAF no querosene de aviação. A proposta inicial prevê um teor obrigatório de 1% a partir de 2027, com potencial de aumento progressivo, o que criaria um mercado regulado e previsível para o SAF no país, alinhando-o às tendências globais de descarbonização da aviação.

A demanda global por SAF supera significativamente a oferta atual. Em 2023, a produção mundial de SAF foi de cerca de 0,5 milhão de toneladas, representando menos de 0,1% do consumo total de querosene de aviação. O Brasil, como um dos maiores produtores de soja do mundo, com uma safra de aproximadamente 150 milhões de toneladas em 2023/2024, possui um potencial considerável para se tornar um fornecedor relevante de matéria-prima para o SAF.

A produção de SAF de soja certificado pelo Corsia contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa da aviação, um setor de difícil descarbonização. Além disso, abre um novo e promissor mercado para o agronegócio brasileiro, valorizando a cadeia da soja e incentivando práticas agrícolas sustentáveis para atender aos rigorosos critérios de certificação exigidos.

A Petrobras planeja investir US$ 4,5 bilhões em projetos de baixo carbono até 2028, incluindo a expansão da produção de SAF e diesel renovável em suas refinarias. A empresa também pesquisa e desenvolve outras rotas tecnológicas e matérias-primas, como óleos vegetais e gorduras residuais, para diversificar sua capacidade de produção de biocombustíveis avançados e atender à crescente demanda.

Internacionalmente, a União Europeia já aprovou mandatos ambiciosos de mistura de SAF, começando com 2% em 2025 e escalando para 6% em 2030, com o objetivo de atingir 70% em 2050. Nos Estados Unidos, o governo oferece incentivos fiscais significativos para a produção e uso de SAF, como o “Sustainable Aviation Fuel Grand Challenge”, demonstrando o compromisso global com a adoção desses combustíveis.

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Como esta matéria foi produzida: conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial a partir de fontes oficiais e/ou públicas, com curadoria editorial do Radar Energia. Sempre que possível, priorizamos documentos, comunicados e dados primários. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.