Recurso da Ecopetrol sobre OPA da Brava Energia vai ao colegiado da CVM
A CVM vai analisar o recurso da Ecopetrol contra a suspensão da OPA de controle da Brava Energia, barrada por assimetria de preços e execução. A decisão é aguardada nos próximos dias e definirá o futuro da transação bilionária no setor de óleo e gás, impactando diretamente os acionistas e a estratégia da proponente.
A Brava Energia (BRAV3) informou na terça-feira (7) que o recurso da Ecopetrol sobre a Oferta Pública de Aquisição (OPA) de controle da companhia foi encaminhado para análise do colegiado da CVM. A medida segue a ratificação, pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) da autarquia, de seu entendimento pela suspensão da oferta, originalmente prevista para junho.
A OPA da Ecopetrol, que busca adquirir mais 25% da Brava para alcançar 51% do capital social, está suspensa desde junho por decisão da CVM, que apontou assimetria nas condições. A SRE identificou uma diferença no preço ofertado aos acionistas minoritários (R$ 23 por ação) em relação ao valor pago aos controladores (R$ 24 por ação), além de uma assimetria na execução da oferta.
A CVM argumentou que, enquanto os controladores venderam 100% de suas ações via contrato privado, os minoritários teriam acesso a uma OPA parcial com potencial rateio. Embora a Ecopetrol tenha sinalizado aceitar pagar R$ 24 por ação a todos, a Brava Energia afirmou em fato relevante não ter conhecimento de qualquer alteração formal nas condições da OPA até o momento.
A transação representa um investimento estimado em US$ 1,1 bilhão para a Ecopetrol, que já detém 26% da Brava. A aquisição é estratégica para a empresa colombiana, que busca fortalecer sua posição no setor de petróleo e gás, projetando incorporar aproximadamente 459 milhões de barris equivalentes em reservas e uma produção diária de 81 mil barris.
A expectativa do mercado é que o Colegiado da CVM delibere sobre o recurso da Ecopetrol a qualquer momento até sexta-feira (10) ou, no máximo, na sessão ordinária de 14 de julho. A decisão final é crucial para definir os termos da retomada ou o eventual cancelamento da oferta, que se configura como um dos maiores movimentos societários no segmento de petróleo e gás na bolsa em 2026. A incerteza regulatória tem gerado volatilidade nas ações da Brava Energia. No mercado, o barril de petróleo Brent era negociado em torno de US$ 78,50 nesta quarta-feira (8).
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