CDPQ e GEB criam Verene Energia, 5ª maior plataforma de transmissão do país
A Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) e o Grupo Energía Bogotá (GEB) formaram a Verene Energia, uma nova plataforma de transmissão de energia que se posiciona como a quinta maior do Brasil. A operação, que consolida 26 concessões e mais de 9 mil quilômetros de linhas, recebeu aval do Cade e aguarda aprovação da Aneel.
A Verene Energia, nova plataforma de transmissão de energia com participação igualitária de 50% da Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) e do Grupo Energía Bogotá (GEB), recebeu aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para sua formação. A união dos ativos posiciona a Verene entre as cinco maiores transmissoras do Brasil, com uma rede que abrange 26 concessões em 17 estados, totalizando mais de 9 mil quilômetros de linhas de transmissão, conforme apuração do Radar Energia.
A nova empresa consolida os ativos de transmissão da CDPQ, já operando sob a marca Verene, e as participações do GEB na Argo Energia e na Gebbras. Além disso, o Grupo Energía Bogotá realizará um investimento adicional de R$ 2,875 bilhões na plataforma. O portfólio combinado representa uma Receita Anual Permitida (RAP) líquida proporcional de aproximadamente R$ 2,84 bilhões, o que corresponde a cerca de 7,45% da RAP total do sistema de transmissão brasileiro, estimada em R$ 50,22 bilhões.
A aprovação do Cade, concedida em 13 de julho de 2026, é um passo fundamental para a operação. No entanto, a conclusão financeira da transação ainda está prevista para o quarto trimestre de 2026 e depende de aprovações adicionais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além das condições habituais de fechamento. Para as empresas, a iniciativa alinha-se à estratégia de consolidar infraestrutura energética regulada, buscando fluxos de receita estáveis e de longo prazo, além de otimização e expansão da rede.
A criação da Verene Energia pode alterar a estrutura do mercado de transmissão, introduzindo um player de grande porte que pode intensificar a concorrência no setor. A consolidação também pode gerar novas oportunidades para o segmento de engenharia e construção, dada a escala da plataforma e o potencial para futuros projetos de expansão e manutenção de linhas. O movimento é consistente com a tendência de atração de grandes investimentos em infraestrutura regulada no Brasil.
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