SCGÁS formaliza primeiro contrato para injeção de biometano na rede
A SCGÁS assinou o primeiro contrato comercial para injeção de biometano na rede de gás canalizado de Santa Catarina, em parceria com a H2A Bioenergia e a VOSSKO. O acordo, que entra em vigência em 14 de julho de 2026, representa um passo concreto para a operacionalização do Programa Nacional de Descarbonização do Gás (PNDG) no estado.
A SCGÁS formalizou, em 14 de julho de 2026, o primeiro contrato para a injeção comercial de biometano em sua rede de gás canalizado, um marco para Santa Catarina e para o mercado nacional de biocombustíveis. O acordo envolve a H2A Bioenergia, produtora do biometano, e a VOSSKO, multinacional alemã de alimentos que será a consumidora industrial do combustível renovável, conforme comunicado pela distribuidora.
O biometano será produzido a partir de resíduos agroindustriais, como os da suinocultura e bovinocultura, e injetado na rede da SCGÁS após purificação, apresentando características técnicas equivalentes às do gás natural fóssil. A iniciativa se alinha ao Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano (PNDG), instituído pela Lei nº 14.993/2024 e regulamentado pelo Decreto nº 12.614/2025, que estabelece metas de descarbonização a partir de 2026, com uma meta inicial de 1% a ser cumprida por meio da participação volumétrica do biometano ou pela aquisição e registro de Certificados de Garantia de Origem do Biometano (CGOB).
Este contrato valida o modelo de negócio para produtores de biometano, distribuidores de gás e consumidores industriais, transformando passivos ambientais em ativos energéticos e impulsionando a economia circular. Para a H2A Bioenergia, representa uma nova fonte de receita; para a SCGÁS, diversifica o portfólio e atende a demandas por descarbonização; e para a VOSSKO, contribui para metas ESG sem exigir adaptações em seus equipamentos. A formalização estabelece um precedente técnico e comercial para outros estados, dado que o Brasil ainda aproveita menos de 2% de seu potencial de biometano.
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