CNEN abre chamada para programa Granioter Acelera 2026 em nanotecnologia e materiais avançados
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) lançou o Programa Granioter Acelera 2026, uma chamada pública para pré-aceleração de projetos inovadores em nanotecnologia, materiais avançados e minerais estratégicos. A iniciativa, em parceria com a Biominas Brasil, busca transformar pesquisas em soluções de mercado, com inscrições abertas até 30 de agosto.
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) abriu a chamada para o Programa Granioter Acelera 2026, uma iniciativa de pré-aceleração que busca projetos inovadores em nanotecnologia, nanomateriais de carbono e materiais magnéticos avançados. As inscrições para a rodada, que visa transformar pesquisas em soluções de mercado, vão até 30 de agosto de 2026, conforme comunicado pela instituição.
Em parceria com a Biominas Brasil, o Granioter Acelera 2026 selecionará até 15 projetos por rodada, focando em áreas como grafeno, Terras Raras e manufatura aditiva. O programa, sediado no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN), oferece capacitação e modelagem de negócios para equipes de dois a seis integrantes, incluindo startups, spin-offs, pesquisadores e alunos de pós-graduação, alinhando-se a prioridades de desenvolvimento tecnológico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
As atividades intensivas de pré-aceleração estão previstas para ocorrer entre 29 de setembro e 26 de novembro de 2026, totalizando cerca de 10 semanas. O formato será majoritariamente remoto, com encontros online, oficinas e mentorias, culminando em um DemoDay final em modelo híbrido, com a possibilidade de ser presencial no CDTN, em Belo Horizonte. Os interessados devem submeter suas propostas via formulário eletrônico, passando por etapas de seleção de equipe, modelo de negócios, laboratórios e o evento final.
A iniciativa da CNEN e do CDTN é estratégica para o ecossistema de inovação brasileiro, atuando como um mecanismo crucial para transpor a lacuna entre a pesquisa científica e a aplicação comercial. Ao focar em materiais habilitadores como Terras Raras e grafeno, o programa tem um impacto indireto e de longo prazo na transição energética, contribuindo para o desenvolvimento de baterias mais eficientes, painéis solares avançados e soluções de hidrogênio de baixo carbono, que são fundamentais para a descarbonização e resiliência do sistema elétrico.
O Brasil se beneficia ao fortalecer sua base tecnológica em minerais estratégicos e materiais avançados, reduzindo a dependência de importações e criando novas cadeias de valor com potencial de exportação. Para o setor de energia, a expectativa é a formação de um pipeline de tecnologias que podem otimizar custos e desempenho. Será fundamental acompanhar a evolução dos projetos selecionados, especialmente no que tange ao avanço do Technology Readiness Level (TRL) e à capacidade de atrair investimentos subsequentes, um desafio inerente à transformação de P&D em produtos comercialmente viáveis.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.