CNPE determina à ENBPar estudos quinquenais sobre preços do combustível nuclear
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu à Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) a condução de estudos periódicos sobre os preços do combustível nuclear. A medida visa subsidiar a formulação de políticas estratégicas para o setor, garantindo a sustentabilidade e segurança do suprimento.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) determinou à Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) a realização de estudos quinquenais sobre os preços do combustível nuclear, com o objetivo de subsidiar a formulação de políticas para o setor. A Resolução CNPE nº 13, que formaliza a medida, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 25 de agosto de 2026, entrando em vigor na mesma data.
Os estudos serão abrangentes, cobrindo toda a cadeia do combustível nuclear, desde a mineração e enriquecimento de urânio até a fabricação de elementos combustíveis e a gestão de resíduos. A análise considerará cenários de mercado internacional e nacional, fornecendo ao CNPE uma base de dados consistente e atualizada para a tomada de decisões estratégicas. O primeiro relatório deve ser concluído pela ENBPar em até cinco anos a partir da vigência da resolução.
A ENBPar será a responsável pela execução e estruturação desses estudos, cujos resultados serão encaminhados ao CNPE para embasar futuras diretrizes. A iniciativa é crucial para a previsibilidade de custos da geração nuclear no longo prazo, influenciando o planejamento e a segurança do suprimento de combustível para o parque brasileiro. A Eletronuclear, operadora das usinas, será um stakeholder fundamental no processo, fornecendo dados relevantes.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.