Equinor projeta aumento de 27% na produção internacional até 2030; Brasil é pilar central
A Equinor projeta um aumento de 27% em sua produção internacional de petróleo e gás até 2030, almejando 950 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd). A estratégia foca em ativos de alta margem nos Estados Unidos, Brasil e Angola, com o Brasil consolidado como um pilar central para a expansão da companhia.

A Equinor informou que projeta elevar sua produção internacional de petróleo e gás em 27% até 2030, atingindo 950 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd). A meta, anunciada por executivos da companhia na conferência Offshore Northern Seas (ONS), em Stavanger, na Noruega, partindo dos 750 mil boepd registrados no segundo trimestre de 2026, prioriza a otimização do portfólio em regiões estratégicas, como Estados Unidos, Brasil e Angola.
No Brasil, a petroleira norueguesa foca no ramp-up contínuo do campo de Bacalhau, que iniciou a produção em outubro de 2025, e no projeto de gás Raia, com previsão de início de operação em 2028. O Raia, em particular, tem potencial para suprir cerca de 15% da demanda nacional de gás, o que, a longo prazo, pode intensificar a concorrência e exercer pressão de baixa nos preços do gás natural no mercado interno, com reflexos nos custos de geração termelétrica e nas tarifas de energia.
A estratégia da Equinor prevê investimentos de US$ 25 bilhões no Brasil até 2030, com uma produção própria esperada de 200 mil boepd, posicionando a companhia como um player de peso no cenário nacional. Nos Estados Unidos, o projeto Sparta, operado pela Shell e com participação de 49% da Equinor, deve iniciar em 2028, enquanto em Angola, o desenvolvimento Greater PAJ, aprovado em junho de 2026 (decisão final de investimento), tem previsão de início de produção em 2029.
A companhia espera que essa reorientação do portfólio, que já resultou em um crescimento de 10% na produção internacional nos últimos dois anos, apesar da saída de mercados como Azerbaijão e Nigéria, gere um fluxo de caixa livre de aproximadamente US$ 20 bilhões de 2026 a 2030. Além disso, projetos como Bacalhau e Raia utilizam tecnologias para reduzir a intensidade de emissões, com projeções de 9 kg de CO₂ por barril e menos de 6 kg de CO₂ por barril, respectivamente, alinhando a expansão com as demandas por sustentabilidade no setor.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.