Etanol tem vantagem econômica sobre gasolina em regiões do país, diz ANP
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) identificou que o etanol hidratado se mostra mais competitivo que a gasolina em algumas localidades brasileiras. A análise considera a eficiência energética do biocombustível para veículos flex-fuel, influenciando a decisão de milhões de motoristas.
O etanol hidratado apresenta vantagem econômica sobre a gasolina em diversas regiões do Brasil, conforme informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A constatação, divulgada pela agência reguladora, serve de guia para consumidores de veículos flex-fuel na escolha do combustível mais vantajoso, considerando a relação preço-eficiência.
Historicamente, a decisão de abastecer com etanol ou gasolina é balizada pela 'regra dos 70%'. Essa métrica compara o preço do biocombustível ao da gasolina, considerando o menor poder calorífico do etanol: se o valor do etanol for até 70% do preço da gasolina, ele é tido como mais vantajoso. Essa regra é crucial para os mais de 30 milhões de proprietários de veículos flex-fuel no país, que compõem a maior parte da frota leve nacional.
A competitividade do etanol reflete diretamente fatores como a safra de cana-de-açúcar, que impacta a oferta do biocombustível, e os preços internacionais do petróleo, que afetam a gasolina. A ANP monitora e publica semanalmente os preços médios de venda em mais de 20 mil postos em todo o país, dados que embasam a análise de paridade e orientam o mercado.
A vantagem do etanol na bomba tende a direcionar a demanda dos consumidores para o biocombustível, com implicações significativas para o setor. O aumento no consumo de etanol contribui para as metas de descarbonização do programa RenovaBio (Lei nº 13.576/2017), reforçando seu papel na transição energética brasileira e incentivando a produção sustentável por meio dos Créditos de Descarbonização (CBIOs).
O cenário de competitividade do etanol é dinâmico, podendo ser alterado por variações nos preços do petróleo e do dólar, além de mudanças nas políticas tributárias. Alterações no PIS/Cofins federal ou no ICMS estadual sobre os combustíveis, por exemplo, podem reconfigurar rapidamente a paridade de preços, exigindo atenção constante dos agentes do setor e dos consumidores.
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