Fim de subsídio do diesel entra em vigor e ANP divulga preços da semana
O Governo Federal encerrou a subvenção de R$ 0,35 por litro de óleo diesel a partir de 1º de julho, medida que começa a impactar os custos no mercado. Em paralelo, a ANP divulgou o levantamento de preços da semana de 28 de junho a 4 de julho, que mostrou leve queda no diesel e gasolina, e alta no GLP, enquanto o Ministério da Fazenda reavalia outros subsídios e o MME debate o aumento da mistura de etanol na gasolina.
O fim da subvenção federal de R$ 0,35 por litro de óleo diesel, em vigor desde 1º de julho de 2026, marca o início da retirada gradual dos apoios emergenciais aos combustíveis, com impacto direto no custo para consumidores e transportadores. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou, em seu levantamento para o período de 28 de junho a 4 de julho, que o preço médio do diesel S-10 recuou 0,4%, para R$ 7,02. No mesmo período, a gasolina C caiu 0,1%, para R$ 6,61, e o GLP P13 subiu 0,5%, atingindo R$ 114,66.
O levantamento da ANP indicou que, mesmo com o encerramento da subvenção do diesel, os preços finais nos postos apresentaram uma ligeira queda na semana analisada. O etanol hidratado também registrou recuo de 0,49%, com preço médio de R$ 4,08 por litro, mantendo-se mais competitivo que a gasolina em oito estados e no Distrito Federal. Os dados da agência apontaram ainda que o preço máximo do GLP P13 foi de R$ 161, em Uruguaiana (RS), e que a gasolina e o diesel atingiram R$ 9,79 no Guarujá (SP).
A retirada da subvenção de R$ 0,35/litro no diesel é o primeiro passo de um movimento que, no longo prazo, tende a elevar os preços finais. Outros subsídios federais, de R$ 1,12/litro para o diesel e R$ 0,44/litro para a gasolina, permanecem vigentes, mas estão sob reavaliação do Ministério da Fazenda. A pasta sinalizou a possibilidade de cortes parciais ou graduais, condicionando a decisão à estabilização dos preços internacionais do petróleo, com o Brent negociado hoje em torno de US$ 71,86, e dos combustíveis no mercado doméstico.
Paralelamente, a ANP implementa a partir de julho um novo plano de fiscalização para coibir abusos de preços, sucedendo ações iniciadas em março sob a Medida Provisória nº 1.340/2026, que alterou a Lei nº 9.847/1999 e ampliou os instrumentos de fiscalização da agência. No Ministério de Minas e Energia (MME), o Comitê Nacional de Política Energética (CNPE) debateu em 24 de junho a proposta de elevar o percentual obrigatório de etanol na gasolina para 32% (E32). Se aprovada, a medida pode alterar a composição dos custos da gasolina e a demanda por etanol, impactando produtores e distribuidores.
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