Petrobras confirma nova descoberta de gás em águas profundas da Colômbia
A Petrobras confirmou nesta segunda-feira (3/8) uma nova acumulação de gás natural no poço Sandia-1, em águas profundas da Colômbia. A descoberta, em parceria com a Ecopetrol, é estratégica para a segurança energética colombiana e consolida uma província gasífera na Bacia da Guajira, com potencial para influenciar o suprimento regional no longo prazo.
A Petrobras (PETR4) confirmou nesta segunda-feira (3/8) a descoberta de uma nova acumulação de gás natural no poço exploratório Sandia-1, localizado no Bloco GUA-OFF-0, em águas profundas da Colômbia. O poço, a 42 quilômetros da costa e com lâmina d'água de 1.251 metros, consolida a província gasífera na Bacia da Guajira e é considerado estratégico para a segurança energética regional, conforme comunicado da companhia.
A perfuração do Sandia-1, iniciada em 12 de junho e finalizada em 29 de julho, permitiu à Petrobras e à Ecopetrol S.A. (parceira com 55,56% de participação, contra 44,44% da Petrobras via PIB-COL) avaliarem detalhadamente os intervalos de gás. A descoberta se soma a outras já realizadas na mesma bacia, como Sirius-1, Sirius-2 e Copoazu-1, situadas a poucos quilômetros do novo poço, indicando um histórico de sucesso exploratório e um potencial acumulado de reservas na região.
A nova acumulação de gás é crucial para a Colômbia, que enfrenta projeções de déficit de gás natural de até 39% em 2026 e 58% em 2027, segundo estudo da Andesco. A agregação de volumes significativos de gás offshore pode mitigar essa escassez, estabilizando o mercado interno colombiano e potencialmente reduzindo a dependência de importações de GNL, o que impactaria os preços domésticos do gás e a balança comercial do país no médio e longo prazos.
Para a Petrobras, a descoberta alinha-se à estratégia de recomposição de reservas de petróleo e gás, expandindo seu portfólio em uma região promissora. Embora não haja impacto imediato em preços ou tarifas no Brasil, a perspectiva de exportação de gás colombiano para o mercado brasileiro no longo prazo pode influenciar a dinâmica de preços e a competitividade do gás natural no país, complementando a oferta do pré-sal e as políticas de precificação da estatal. No mercado, as ações PETR3 operam em R$ 48,55, enquanto o gás natural é negociado a US$ 2,77 e o Brent a US$ 83,88.
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