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Hidráulica41.591 MW(50%) 13,89%Térmica9.785 MW(12%) 4,67%Eólica17.209 MW(21%) 23,89%Solar13.330 MW(16%) 12,71%Nuclear2.007 MW(2%) 4,97%Hidráulica41.591 MW(50%) 13,89%Térmica9.785 MW(12%) 4,67%Eólica17.209 MW(21%) 23,89%Solar13.330 MW(16%) 12,71%Nuclear2.007 MW(2%) 4,97%Hidráulica41.591 MW(50%) 13,89%Térmica9.785 MW(12%) 4,67%Eólica17.209 MW(21%) 23,89%Solar13.330 MW(16%) 12,71%Nuclear2.007 MW(2%) 4,97%
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Radar Energia
AnálisePetróleo & Gás

BNDES e Petrobras negociam parceria para exploração de minerais estratégicos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está em negociações avançadas com a Petrobras e a Vale para a formação de uma parceria focada na exploração de minerais críticos e estratégicos no Brasil. A informação foi confirmada na última terça-feira, 16, pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, que destacou a expertise geológica da petroleira como um diferencial para a iniciativa.

17 de junho de 2026 às 16:35Fonte oficial: DiariodenoticiasRedação Radar Energia

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, confirmou na última terça-feira, 16, que a instituição negocia com a Petrobras e a Vale uma parceria para a exploração mineral no país. A iniciativa busca impulsionar o desenvolvimento de minerais críticos e estratégicos, essenciais para a transição energética e a indústria nacional, conforme apuração do Diário de Notícias.

Mercadante não detalhou o formato exato da colaboração, mas indicou que a Petrobras poderia tanto participar de um novo fundo de investimento quanto se integrar ao veículo já existente entre o BNDES e a Vale. A parceria atual entre o banco de fomento e a mineradora já estruturou um fundo de R$ 1,5 bilhão, com ambos atuando como investidores âncora para projetos de exploração mineral.

A entrada da Petrobras nesse projeto se justifica por seu vasto conhecimento em geologia, uma expertise desenvolvida ao longo de décadas de exploração de petróleo e gás, tanto em ambiente marinho quanto terrestre. Essa capacidade técnica é um ativo valioso para a prospecção de novas jazidas e o mapeamento de recursos minerais estratégicos em território brasileiro.

A iniciativa se alinha à busca por diversificação de investimentos por parte de estatais e ao fortalecimento da indústria nacional. Historicamente focada em óleo e gás, a Petrobras tem sido incentivada, sob a gestão de Jean Paul Prates, a explorar novas frentes, especialmente aquelas alinhadas com a transição energética e a segurança de suprimentos de matérias-primas.

A exploração de “minerais críticos e estratégicos” é um conceito-chave para o governo brasileiro, definido por portarias do Ministério de Minas e Energia (MME) com o objetivo de garantir o suprimento de insumos essenciais à indústria e à descarbonização. O Brasil possui reservas significativas de minerais como níquel, cobre, lítio e terras raras, fundamentais para a fabricação de baterias, veículos elétricos e equipamentos de energias renováveis, cuja demanda global está em ascensão.

A participação da Petrobras, uma empresa de economia mista, em um novo segmento como a mineração, estará sujeita às diretrizes da Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016), que exige governança robusta e alinhamento com o objeto social da companhia. Adicionalmente, o BNDES assinou recentemente com a Marinha a última etapa do Planejamento Espacial Marinho (PEM), um arcabouço relevante para a exploração de recursos no ambiente marinho que poderá ser aproveitado pela parceria.

A entrada da petroleira no setor de mineração, especialmente de minerais estratégicos, pode acelerar o desenvolvimento de uma cadeia de valor nacional para a transição energética, reduzindo a dependência de importações. Essa iniciativa pode atrair mais investimentos privados para um setor de exploração mineral que historicamente apresenta alto risco, além de potencialmente gerar milhares de empregos qualificados.

Para a Petrobras, a diversificação de portfólio representa um alinhamento com as tendências globais de descarbonização e segurança de suprimentos de matérias-primas. Globalmente, petroleiras como a norueguesa Equinor e a francesa TotalEnergies já reorientam seus investimentos para além dos combustíveis fósseis, focando em energias renováveis, hidrogênio verde e, em alguns casos, até em minerais críticos.

Os próximos passos incluem o detalhamento do formato da parceria entre BNDES, Petrobras e Vale, seja pela integração da petroleira ao fundo já existente ou pela criação de um novo veículo de investimento. Após a definição do modelo, as propostas precisarão ser aprovadas pelos conselhos de administração das respectivas empresas, para então avançar para a identificação de projetos específicos e os complexos processos de licenciamento ambiental.

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