Câmara critica ausência da Âmbar Energia e decide convocar empresa por apagões no Amazonas
As comissões de Defesa do Consumidor e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados criticaram a ausência da Âmbar Energia em audiência sobre apagões no Amazonas e decidiram convocar formalmente a empresa após o recesso parlamentar. A concessionária, que assumiu o controle da Amazonas Energia em março, enfrenta pressão regulatória e parlamentar para sanar dívidas e investir R$ 2,3 bilhões na rede.
As comissões de Defesa do Consumidor e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados criticaram a ausência de representantes da Âmbar Energia em audiência pública realizada em 30 de junho de 2026, destinada a cobrar explicações sobre os frequentes apagões que afetam o Amazonas. Diante da ausência da concessionária, os parlamentares decidiram convocar formalmente um porta-voz da empresa para prestar esclarecimentos após o recesso parlamentar, o que sinaliza o aumento da pressão política sobre a nova gestão da distribuidora.
A Âmbar Energia assumiu o controle da Amazonas Energia em março de 2026 e, desde então, tem sido alvo de intensa fiscalização regulatória e parlamentar. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estabeleceu novas exigências e comprometeu-se a cobrar mensalmente a compra de equipamentos e a contratação de equipes de manutenção. Além disso, a concessionária tem até meados de julho de 2026 para apresentar à ANEEL um plano de medidas urgentes de melhoria operacional e, crucialmente, deve realizar um aporte financeiro de R$ 9,8 bilhões até 17 de julho para reduzir as dívidas históricas da distribuidora.
Para reverter o cenário de deficiência no fornecimento, a Âmbar Energia anunciou um plano de investimentos de R$ 2,3 bilhões, a ser executado entre 2026 e 2028, focado na modernização e expansão da rede elétrica do estado. O plano prevê a digitalização da infraestrutura, instalação de medidores inteligentes, construção e ampliação de subestações, além de projetos de interligação para substituir a geração térmica a diesel. Desse montante, R$ 435 milhões serão destinados à retomada do programa Luz para Todos, com a meta de atender 33 mil unidades consumidoras até 2028, sendo 17 mil ainda em 2026.
A expectativa é que esses investimentos e a gestão mais rigorosa resultem em melhoria da qualidade e confiabilidade do serviço, que há anos penaliza os consumidores amazonenses com interrupções e tarifas elevadas. A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) também tem atuado ativamente, cobrando rigor na aplicação do Código de Defesa do Consumidor e a criação de um mecanismo de acompanhamento periódico das ações da empresa, reforçando a demanda por resultados concretos e transparentes.
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