Cemaden aponta riscos geo-hidrológicos; setor elétrico é alertado para contingência
O Cemaden divulgou uma previsão de riscos geo-hidrológicos para o Sul e Nordeste, sinalizando a necessidade de ativação de planos de contingência para o setor elétrico. O alerta destaca a vulnerabilidade da infraestrutura de energia frente a inundações e deslizamentos, exigindo atenção imediata de geradores, transmissores e distribuidores.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) divulgou na quarta-feira (22) uma previsão de riscos geo-hidrológicos para os dias 22 e 23 de julho, sinalizando a necessidade de ativação de planos de contingência para agentes do setor elétrico em regiões do Sul e Nordeste do país. O boletim, emitido pelo órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destaca a vulnerabilidade de infraestruturas de geração, transmissão e distribuição frente a eventos climáticos extremos.
No Rio Grande do Sul, o Cemaden aponta risco muito alto de inundações nas bacias dos rios Taquari e Caí, com potencial de afetar a Região Metropolitana de Porto Alegre. Para o Nordeste, há risco moderado de enxurradas, alagamentos e inundações em córregos urbanos nas Regiões Geográficas Intermediárias de Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB) e Natal (RN). Adicionalmente, riscos moderados de deslizamentos pontuais em encostas foram identificados em Santa Catarina (Chapecó, Florianópolis, Criciúma e Lages) e em outras áreas do Rio Grande do Sul e de Recife, devido à alta suscetibilidade do solo e à continuidade das chuvas.
Para o setor de energia, a previsão funciona como um insumo técnico-operacional, orientando geradores hidrelétricos na gestão de reservatórios e na segurança de usinas, e empresas de transmissão e distribuição na proteção de ativos e na prontidão de equipes. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reforça a importância de a indústria mapear seus ativos e fornecedores em áreas de risco hídrico e térmico, tratando a disponibilidade de água e energia como ativos críticos para a continuidade dos negócios.
A materialização desses riscos pode gerar custos operacionais adicionais para o setor, como reparos em infraestrutura ou ajustes na geração. Tais custos, em grande escala, poderiam ser objeto de processos regulatórios futuros da ANEEL para eventual repasse tarifário.
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