GE Vernova projeta 125 GW em backlog de equipamentos a gás até fim de 2026
A GE Vernova estima alcançar 125 GW em backlog de equipamentos para geração a gás até o final de 2026, indicando forte demanda por capacidade firme e despachável. Essa projeção destaca o papel estratégico do gás natural na segurança do sistema elétrico brasileiro, impulsionado pela Nova Lei do Gás e por políticas que visam complementar a intermitência das renováveis.
A GE Vernova projeta atingir um backlog de 125 GW em equipamentos para geração a gás até o final de 2026, conforme documento protocolado na Securities and Exchange Commission (SEC). A expectativa da multinacional reflete demanda robusta por capacidade firme e despachável, indicando a continuidade da expansão do uso de gás natural na matriz elétrica brasileira nos próximos anos.
A projeção de demanda é impulsionada pela Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021) e seu decreto regulamentador, que visam aumentar a oferta e a competitividade do combustível no país. As políticas do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) também priorizam a contratação de térmicas a gás para complementar a intermitência de fontes renováveis como eólica e solar, garantindo a segurança e a flexibilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A concretização desse backlog em capacidade operacional tende a impactar positivamente a segurança energética, ao adicionar um volume significativo de geração firme ao SIN. Isso pode levar a menor volatilidade do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) em cenários de hidrologia desfavorável ou alta intermitência de renováveis, contribuindo para estabilizar a curva forward e reduzir o risco hidrológico. Geradores com portfólio de térmicas a gás, como a Eneva, tendem a se beneficiar da expansão do mercado.
O principal risco para a materialização dessa projeção em usinas efetivamente operacionais reside na expansão da infraestrutura de gás natural e na competitividade do preço do combustível. A viabilidade econômica dos projetos e a capacidade do país de garantir o suprimento de gás a custos atrativos são fatores determinantes para justificar os investimentos em equipamentos e a posterior contratação e despacho das usinas.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.