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Hidráulica38.979 MW(57%) 10,70%Térmica7.340 MW(11%) 28,54%Eólica10.274 MW(15%) 34,56%Solar10.184 MW(15%) 6,58%Nuclear2.009 MW(3%) 0,95%Hidráulica38.979 MW(57%) 10,70%Térmica7.340 MW(11%) 28,54%Eólica10.274 MW(15%) 34,56%Solar10.184 MW(15%) 6,58%Nuclear2.009 MW(3%) 0,95%Hidráulica38.979 MW(57%) 10,70%Térmica7.340 MW(11%) 28,54%Eólica10.274 MW(15%) 34,56%Solar10.184 MW(15%) 6,58%Nuclear2.009 MW(3%) 0,95%
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Radar Energia
AnáliseBiocombustíveis

Petrobras aprova investimento final para biorrefino na RPBC

A Petrobras deu sinal verde à Decisão Final de Investimento para seu projeto de biorrefino na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), marcando um passo concreto na diversificação de seu portfólio com combustíveis de baixo carbono. A iniciativa visa a produção de diesel renovável (HVO) e bioquerosene de aviação (SAF), alinhando-se às metas de descarbonização da companhia e do país.

22 de junho de 2026 às 09:17Fonte oficial: PetrobrasRedação Radar Energia

A Petrobras aprovou a Decisão Final de Investimento (FID) para seu projeto de biorrefino na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, São Paulo. A medida consolida o avanço da companhia na produção de combustíveis renováveis, como o diesel renovável (HVO) e o bioquerosene de aviação (SAF), reforçando sua estratégia de transição energética e descarbonização.

A aprovação, concedida pela Diretoria Executiva da Petrobras com a supervisão do Conselho de Administração, integra o Plano Estratégico 2024-2028+ da empresa, que destina US$ 11 bilhões a projetos de baixo carbono. O aporte na RPBC é um dos pilares dessa estratégia, com foco em biorrefino e captura de carbono. Ele sinaliza a retomada e intensificação dos esforços em biocombustíveis, uma área em que a companhia já demonstrava interesse desde 2021, com a intenção de avançar em projetos de diesel renovável e bioquerosene de aviação (SAF).

O projeto prevê a integração de unidades de biorrefino à estrutura existente da RPBC, que atualmente refina 170 mil bbl/dia de petróleo. Essa nova capacidade permitirá a produção de combustíveis com menor pegada de carbono, utilizando matérias-primas renováveis como óleos vegetais e gorduras animais. Trata-se de um diferencial estratégico para o refino da companhia. As especificações técnicas para o diesel renovável (HVO) e o bioquerosene de aviação (SAF) serão regulamentadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), garantindo a qualidade e a conformidade dos novos produtos.

A execução do projeto ficará a cargo da área de Refino e Gás Natural da Petrobras, que já possui expertise na operação de grandes complexos industriais. Além da ANP, responsável pela fiscalização e definição das especificações dos novos produtos, o setor agrícola brasileiro se destaca como um ator central na cadeia de valor, fornecendo as matérias-primas. A vasta produção nacional de óleos de soja e palma, bem como de gordura animal, posiciona o Brasil como um parceiro estratégico e sustentável para a iniciativa.

A iniciativa se alinha ao programa RenovaBio, instituído pela Lei nº 13.576/2017, que estabelece metas compulsórias de descarbonização para distribuidores de combustíveis no país. Ao produzir diesel renovável (HVO) e bioquerosene de aviação (SAF), a Petrobras poderá gerar Créditos de Descarbonização (CBIOs), agregando valor ao investimento e contribuindo diretamente para as metas nacionais de redução de emissões. O projeto também retoma e aprimora experiências anteriores da empresa com biocombustíveis, como o projeto H-Bio, buscando maior eficiência e escala.

A produção de diesel renovável na RPBC contribuirá para reduzir a dependência brasileira de importações de diesel fóssil, um dos combustíveis mais consumidos no país, diversificando a matriz energética nacional. No caso do SAF, embora o mercado global ainda seja incipiente, seu potencial de crescimento é expressivo, impulsionado por metas ambiciosas de descarbonização da aviação internacional. A medida também estimula toda a cadeia agroindustrial e o desenvolvimento tecnológico no refino, posicionando a Petrobras estrategicamente no promissor mercado de combustíveis de baixo carbono, que tende a ter um prêmio de valor.

No Brasil, a Acelen, operadora da Refinaria de Mataripe (antiga Rlam) na Bahia, já produz diesel renovável e bioquerosene de aviação utilizando tecnologia similar, seja por coprocessamento ou unidades dedicadas, o que demonstra a viabilidade técnica e comercial no país. Internacionalmente, empresas como a finlandesa Neste e a francesa TotalEnergies têm liderado a conversão de refinarias tradicionais para a produção de biocombustíveis avançados, consolidando uma tendência global de descarbonização do setor de refino por meio da biorrefinagem.

Com a aprovação da FID, o projeto avança para as fases de detalhamento de engenharia e a contratação de fornecedores e serviços necessários. Em seguida, terá início a construção das novas unidades industriais. A Petrobras deverá divulgar o cronograma detalhado nos próximos meses, mas a expectativa é que a operação da planta de biorrefino na RPBC comece em alguns anos. Paralelamente, serão conduzidos os processos de licenciamento ambiental e a formalização das parcerias estratégicas com o setor agroindustrial para o fornecimento sustentável das matérias-primas.

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Como esta matéria foi produzida: conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial a partir de fontes oficiais e/ou públicas, com curadoria editorial do Radar Energia. Sempre que possível, priorizamos documentos, comunicados e dados primários. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.