Petróleo Brent supera US$ 98 com tensões no Oriente Médio e aprofunda defasagem da Petrobras
O petróleo Brent disparou para US$ 98,44 por barril nesta quarta-feira (23), impulsionado pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio. A escalada aprofunda a defasagem dos preços de combustíveis da Petrobras em relação à paridade internacional e eleva a pressão sobre o mercado doméstico.
O preço do petróleo Brent atingiu US$ 98,44 por barril nesta quarta-feira (23), com um pico intradiário de US$ 98,75, impulsionado pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A valorização acentuada do barril internacional intensifica a pressão sobre os preços dos combustíveis no mercado doméstico brasileiro, aprofundando a defasagem em relação à paridade de importação.
De acordo com dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a alta do Brent elevou significativamente a defasagem dos preços praticados pela Petrobras. Em 22 de julho, a gasolina estava 52% (equivalente a R$ 1,34 por litro) abaixo da paridade internacional, enquanto o diesel apresentava uma defasagem ainda maior, de 67% (R$ 2,18 por litro).
A intensificação dos conflitos na região do Oriente Médio, com relatos de ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã, somada às ameaças dos rebeldes Houthis a navios-tanque no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, tem gerado preocupações sobre a interrupção do fluxo de petróleo, impactando diretamente as cotações globais.
Para os importadores de combustíveis, o cenário atual representa um desafio crescente. O aumento do Preço de Paridade de Importação (PPI) amplia a dificuldade de competir com os preços internos da Petrobras, que não acompanham integralmente as variações do mercado internacional, gerando incertezas para o abastecimento e a dinâmica do setor.
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