Plano Safra 2026/2027 inclui financiamento para sistemas de baterias no agronegócio
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou a inclusão inédita do financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias nas linhas de crédito Inovagro e Prodecoop do Plano Safra 2026/2027. A medida visa modernizar as propriedades rurais, impulsionando a autonomia energética e a eficiência operacional no campo.

O Plano Safra 2026/2027, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), passa a permitir o financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias, uma novidade que abrange especificamente as linhas de crédito Inovagro e Prodecoop. A decisão, em vigor para o ciclo agrícola atual, estabelece um mecanismo direto de fomento à adoção de tecnologias que otimizam o uso de energia no setor rural, especialmente a solar fotovoltaica.
Com um volume recorde de R$ 525,1 bilhões para investimentos no agronegócio, o Plano Safra 2026/2027 representa um aumento de R$ 8,9 bilhões em relação à edição anterior. As taxas de juros para as linhas de crédito variam entre 8% e 12,5% ao ano, uma redução em comparação com o intervalo de 8,5% a 14,5% do ciclo anterior. A inclusão das baterias complementa o arcabouço técnico estabelecido pela Resolução Normativa nº 1.161/2026 da ANEEL, que regulamenta a conexão e operação de Sistemas de Armazenamento de Energia (SAEs) no setor elétrico.
A medida tem o potencial de acelerar a curva de adoção de sistemas de armazenamento de energia no agronegócio, movendo a tecnologia de um estágio de nicho para uma escala comercial mais ampla. Produtores rurais, especialmente aqueles com energia solar fotovoltaica, e cooperativas agropecuárias são os principais beneficiários, buscando maior segurança energética, redução de custos operacionais com eletricidade e otimização do consumo de energia gerada localmente, inclusive em horários de pico ou em regiões com infraestrutura de rede menos robusta.
Apesar da redução nas taxas de juros do Plano Safra 2026/2027, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) ressalta que o custo do crédito ainda representa um desafio significativo para os produtores rurais. A entidade atribui essa dificuldade ao patamar da taxa Selic, que influencia diretamente o custo de captação dos recursos e, consequentemente, as condições de financiamento oferecidas, impactando a viabilidade de projetos de armazenamento.
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