CMN libera financiamento para armazenamento de energia renovável no crédito rural
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para o crédito rural que incluem o financiamento de sistemas de armazenamento de energia elétrica associados à geração renovável em propriedades rurais. A medida, publicada no DOU, integra o Plano Safra 2026/27 e visa impulsionar a autonomia energética no campo, além de reduzir juros e elevar limites para produtores.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) abriu uma nova frente de financiamento para o setor de energia, permitindo que produtores rurais acessem crédito para instalar sistemas de armazenamento de energia elétrica em suas propriedades, desde que associados à geração renovável. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 2 de julho de 2026, por meio da Resolução CMN nº 5.324, de 30 de junho de 2026, atualiza os encargos financeiros e os limites de crédito do Manual de Crédito Rural (MCR), alinhando-se ao Plano Safra 2026/27.
A permissão para financiar o armazenamento de energia elétrica está inserida em programas de crédito rural específicos, como o Inovagro, Prodecoop e RenovAgro, que já apoiam investimentos em inovação e sustentabilidade no campo. Embora a resolução não detalhe o volume específico de recursos para esta finalidade, sua inclusão representa um reconhecimento da importância da resiliência energética e da adoção de tecnologias limpas para o agronegócio, abrindo um novo mercado para fornecedores de soluções em energias renováveis e baterias.
Além do aspecto energético, a Resolução CMN nº 5.324 promoveu uma ampla revisão das condições do crédito rural. Para a agricultura familiar (Pronaf), as taxas de juros foram reduzidas de 8,0% para 7,5% e de 6,0% para 5,5% ao ano, com cortes ainda mais expressivos, de 2,0% para 1,0%, para produtos da sociobiodiversidade. Para a agricultura empresarial, os juros de custeio e comercialização caíram de 14% para 12,5% ao ano, enquanto as linhas de investimento tiveram taxas reduzidas de 12,5% para 11,5% ao ano, conforme tabelas detalhadas no MCR.
A resolução também elevou os limites de financiamento para diversas linhas. O teto para crédito de investimento, por exemplo, subiu de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão. Programas como o Inovagro tiveram seu limite ampliado de R$ 12 milhões para R$ 15 milhões, e o Pronaf Agroindústria (pessoa física) passou de R$ 210 mil para R$ 250 mil. Outros programas, como Pronaf Mulher, Pronaf Floresta e Prodecoop, também tiveram seus limites reajustados, visando impulsionar o investimento e a modernização das propriedades rurais brasileiras.
As novas condições de juros e limites de financiamento aprovadas pelo CMN entram em vigor a partir de 1º de julho de 2026, orientando as operações de crédito rural para o próximo ano agrícola. A medida beneficia diretamente produtores rurais e cooperativas agropecuárias, que terão acesso a condições de crédito mais favoráveis, e indiretamente impulsiona o mercado de tecnologia e infraestrutura para energias renováveis no campo.
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