Neoenergia lucra R$ 900 milhões no 2T26 com queda de 45% por efeito não recorrente
A Neoenergia registrou lucro líquido de R$ 900 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 45% explicada pela ausência de um ganho extraordinário em 2025. O resultado, divulgado à CVM, mostra robustez operacional com avanço do EBITDA e ocorre em meio à prorrogação antecipada de concessões de distribuição e à defesa da empresa por regras mais rígidas para comercializadoras no mercado livre de baixa tensão.
A Neoenergia (NEOE3) reportou lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 900 milhões no segundo trimestre de 2026, uma retração de 45% em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A queda é atribuída principalmente a uma base de comparação elevada em 2025, que incluiu um efeito não recorrente.
A redução no lucro líquido reflete a ausência de um ganho extraordinário de R$ 770 milhões registrado no 2T25, proveniente do reconhecimento de indébitos tributários, como créditos de PIS/COFINS. Em contraste, o desempenho operacional da companhia demonstrou solidez, com o EBITDA consolidado avançando 11% e atingindo R$ 3,55 bilhões no trimestre, impulsionado pela gestão de despesas e pela expansão da margem bruta. A ação NEOE3 opera estável a R$ 33,80.
O resultado financeiro é divulgado em um momento estratégico para a companhia, que formalizou em maio de 2026 a prorrogação antecipada por mais 30 anos dos contratos de concessão de suas distribuidoras Neoenergia Coelba (Bahia), Neoenergia Cosern (Rio Grande do Norte) e Neoenergia Elektro (São Paulo e Mato Grosso do Sul). A medida, amparada pela Lei nº 14.182/2021, garante a continuidade da operação e a previsibilidade dos ativos regulados, reduzindo o risco regulatório e assegurando uma base de receita de longo prazo.
Paralelamente, a Neoenergia tem se posicionado ativamente na discussão sobre a regulamentação da abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão, prevista pela Lei nº 15.269/2025. A empresa defende a implementação de regras mais rígidas para as comercializadoras, incluindo a exigência de garantias financeiras, visando proteger o sistema de riscos de inadimplência e potenciais rateios de prejuízos, um ponto que ganhou relevância após precedentes como o caso da Electra Comercializadora.
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