Petróleo Brent supera US$ 91 com tensões no Oriente Médio; WTI atinge US$ 84
O petróleo Brent fechou acima de US$ 91 por barril na terça-feira (21), com alta de 2,01%, impulsionado pela intensificação das hostilidades no Oriente Médio e a ausência de perspectivas de paz. O WTI também avançou, refletindo o prêmio de risco geopolítico que já havia elevado os preços em 15% na semana anterior.
O petróleo tipo Brent, referência mundial, encerrou a terça-feira (21) cotado a US$ 91,01 por barril, registrando alta de 2,01% em seus contratos futuros com vencimento em setembro. O movimento de valorização é atribuído à continuidade das hostilidades no Oriente Médio, que mantêm o mercado de energia em alerta e sem perspectiva de normalização, segundo dados divulgados pela ABEGÁS, com base no Valor Online.
A escalada das tensões geopolíticas, marcada por ataques entre Estados Unidos e Irã e o bloqueio naval dos Houthis aos portos da Arábia Saudita, sufoca o tráfego de petroleiros e ameaça a oferta global. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI, referência americana, também subiu 2,02% para US$ 84,91 por barril, com entrega prevista para o mesmo mês. Esse cenário de instabilidade já havia provocado uma alta acumulada de 15% no petróleo na semana anterior, até 17 de julho.
Para o mercado brasileiro, a valorização do Brent acima de US$ 90 por barril pressiona diretamente a paridade de importação (PPI) dos combustíveis, podendo levar a reajustes nos preços da gasolina, diesel e GLP no mercado interno, com potencial impacto na inflação e no poder de compra. A ABEGÁS já alertou que o encarecimento do petróleo tende a elevar os custos do gás natural importado e dos contratos de GNL indexados ao óleo, impactando a geração termelétrica a gás e, consequentemente, as tarifas de energia elétrica no país. Atualmente, o Brent é negociado a US$ 93,90, e as ações da Petrobras (PETR3) avançam.
Produtores de petróleo, como a Petrobras, tendem a se beneficiar de preços mais altos do barril, o que pode melhorar receitas de exportação e margens de exploração e produção. Contudo, o setor de refino e os consumidores finais são os principais impactados negativamente, enfrentando custos mais elevados de matéria-prima e combustíveis. Este cenário corrobora os alertas recentes da IEA e da OPEP sobre os riscos geopolíticos no Oriente Médio e a segurança energética global.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.