Produção de petróleo e gás natural no Brasil atinge recorde histórico em junho
A produção nacional de petróleo e gás natural alcançou um novo recorde histórico em junho de 2026, somando 5,838 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), impulsionada principalmente pelo pré-sal. O resultado reflete a consolidação de investimentos e um ambiente regulatório em evolução, que busca equilibrar o aumento da oferta com a abertura de mercado e a sustentabilidade.
A produção nacional de petróleo e gás natural atingiu um novo recorde histórico em junho de 2026, com um volume total de 5,838 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), conforme dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A extração exclusiva de petróleo subiu 4,03% em relação a maio, somando 4,472 milhões de barris diários, enquanto a produção de gás natural alcançou 217,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um crescimento de 5,48%.
O pré-sal foi o principal motor desse crescimento, respondendo por 82,29% do total, com 4,805 milhões de boed. Esse volume recorde é um resultado direto de investimentos contínuos em exploração e produção (E&P) e da otimização de plataformas, consolidando a capacidade produtiva dos campos de águas profundas. Paralelamente, a ANP aprovou em 26 de junho novas regras para o acesso de diferentes empresas à infraestrutura essencial de gás natural, como terminais de GNL, gasodutos e unidades de processamento, visando aumentar a competitividade do mercado, em linha com a Nova Lei do Gás.
No âmbito regulatório, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a Resolução nº 04/2026, que estabelece uma meta de redução de 0,5% das emissões de gases de efeito estufa para produtores e importadores de gás natural em 2026, a ser cumprida via biometano. Essa meta é inferior ao piso inicial de 1% previsto na Lei nº 14.993/2024 (Lei do Combustível do Futuro), justificada por interesse público, o que pode indicar desafios na implementação de metas mais ambiciosas no curto prazo. Outra mudança relevante é a nova metodologia de cálculo do preço de referência do petróleo para royalties (Resolução ANP nº 874/2022), que considera a qualidade do óleo e deve aumentar a arrecadação governamental em até R$ 1,15 bilhão em 2026, impulsionada pela valorização do petróleo do pré-sal.
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